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terça-feira, 14 de março de 2017

Polícia Federal realiza operação em Ariquemes, Alto Paraiso e Porto Velho

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A Polícia Federal está realizando desde ás 6h da manhã desta terça-feira (14), a operação   “Consilium Fraudis”, para desarticulação de suposta organização criminosa que agia em diversos municípios de Rondônia.

Em Ariquemes, foco principal da operação estão sendo cumpridos 03 mandados de prisão temporária, 09 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de condução coercitiva;

No vizinho município de Alto Paraíso estão sendo diligenciados dois mandados de condução coercitiva e na capital, Porto Velho, mais três mandados de condução coercitiva.

SAIBA MAIS
A Polícia Federal deflagrou hoje (14) a Operação Consilium Fraudis que tem como objetivo desarticular um grupo criminoso responsável por um prejuízo de cerca de R$ 1.200.000,00 aos cofres públicos.

Cerca de 70 policiais federais dão cumprimento a 34 mandados judiciais, sendo três de prisão temporária, nove de busca e apreensão e 22 de condução coercitiva. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Ariquemes/RO, Alto Paraíso/RO e Porto Velho/RO.

A Justiça Federal também determinou o afastamento de dois servidores do INSS, a suspensão de 30 benefícios previdenciários e a proibição de quatro investigados frequentarem qualquer agência da Previdência Social no país.

A investigação apurou que servidores do INSS de Ariquemes/RO recebiam propina em troca da concessão de benefícios previdenciários fraudulentos, especialmente casos de pensão por morte rural.

A associação criminosa cooptava pessoas das regiões de Ariquemes/RO, Alto Paraíso/RO e Porto Velho/RO e criava processos administrativos com documentos falsos para justificar a liberação dos benefícios.

Em outros casos, os processos sequer eram criados e as informações eram inseridas diretamente nos sistemas da Previdência Social pelos servidores investigados. Na maior parte dos casos, a propina era paga por meio de empréstimos consignados que eram obtidos pelos titulares dos benefícios fraudados e, posteriormente, repassados à associação criminosa.

Estima-se que o prejuízo evitado com a operação policial é de cerca de R$ 7.000.000,00, considerando-se a expectativa de vida dos beneficiários.

Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção passiva e corrupção ativa.


Fonte: RONDONIAOVIVO

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