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Museu de Guajará passa a ter gestão compartilhada entre Setur e Semcet

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Locomotiva alemã Engenheiro Hildegardo, de 1936, faz parte do acervo e é uma das peças mais vistas pelos turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)Locomotiva alemã Engenheiro Hildegardo, de 1936, faz parte do acervo e é uma das peças mais vistas pelos turistas (Foto: Júnior Freitas/G1)

Com 37 anos de fundação, o Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim (RO), situado às margens do Rio Mamoré, a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, passou a ser administrado por uma gestão compartilhada entre Estado e Município neste ano de 2017. A nova administração vai funcionar através da Superintendência Estadual de Turismo (Setur) e da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (Semcet).

De acordo com a direção do museu, a primeira ação prevista da nova administração será uma limpeza, reforma e pintura do prédio. Outro planejamento que deve ser executado é a melhoria no atendimento ao turista.

Procurada pelo G1, a representante da Setur no município, Golda Barros, disse que a mão de obra para a reforma será do Governo do Estado e os materiais são de doações. Segundo ela, outra novidade é o planejamento para implantar o serviço de visita guiada, com um guia acompanhando o turista e comentando sobre a história e a importância de cada peça do acervo.

Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas/G1)
Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas/G1)

A previsão de Golda é que a partir do próximo mês de fevereiro os novos serviços já comecem a serem realizados, com novos funcionários, novos horários de visitações e presença mais constante de artesãos da região, levando em consideração que o município é considerado como grande potencial turístico no estado.

 "A gestão compartilhada visa ajudar a municipalidade e pretendemos melhorar o atendimento aos nossos turistas, reordenando as peças do museu para uma visitação acompanhada (guiada). Guajará é uma cidade turística e precisamos ter uma estrutura básica para atender essa demanda, o turista precisa ser bem tratado para querer voltar sempre", declarou.

Museu
O local do museu está em funcionamento há mais de 100 anos e chegou a ser uma estação ferroviária no auge da época que a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) ainda estava ativa. A estrutura foi mantida e aproveitada para fundar o museu no ano de 1980.

Acervo histórico do Museu de Guajará-Mirim  (Foto: Júnior Freitas/G1)
Acervo histórico do Museu de Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas/G1)

O prédio começou a ser restaurado em 2010 e ficou parcialmente submerso durante a cheia histórica do Rio Mamoré em 2014. Após as águas baixarem alguns reparos foram feitos e só então o local foi reinaugurado oficialmente e passou a ser novamente frequentado por turistas brasileiros e também de outros países.

O acervo tem objetos que contam parte da história da fundação de Guajará-Mirim, além de informações sobre a fauna e flora da região, registros da saga dos seringueiros e da EFMM, além de artefatos indígenas de tribos que viviam ou ainda vivem até hoje na Pérola do Mamoré.

A Locomotiva 20, de origem americana do ano de 1909 e a Engenheiro Hildegardo, maquinário alemão de 1936, estão na parte externa do museu e são consideradas umas das peças mais importantes do acervo histórico, além de serem bastante apreciadas pelos visitantes.

Objetos do acervo histórico do Museu de Guajará-Mirim  (Foto: Júnior Freitas/G1)
Objetos do acervo histórico do Museu de Guajará-Mirim (Foto: Júnior Freitas/G1)

Cadastro
A servidora falou também sobre o Cadastro de Turismo (Cadastur), que registra empesas e microempreendedores da área. O serviço em Guajará-Mirim é oferecido no museu. Para fazer um novo cadastro ou apenas atualizar os dados, os interessados devem ir até a instituição com o número da cédula de identidade (RG) ou CNPJ, das 8 às 18h.

"O artesão, dono de balneário, de cafeteria, enfim, essas pessoas que trabalham diretamente em contato com o turista precisam vir até o museu e fazer o Cadastur. Esse cadastro é muito importante para incluir as atrações turísticas em nível nacional. Guajará-Mirim passa a existir, se o turista está lá em São Paulo e quer se hospedar na fronteira com a Bolívia, ele entra no site e recebe todas as informações relativas a rede hoteleira, alimentação e opções de lazer", explica.



Fonte: Júnior Freitas Do G1 RO