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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Empresário que fornecia carne estragada para escolas é preso pela PF

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta segunda-feira (05), a Operação Nepentes, que investiga uma suposta fraude em processo de licitação para fornecimento de carne em escolas e Hospital Regional de Vilhena (RO). Na ação, foram cumpridas três prisões preventivas, uma condução coercitiva e cinco mandados de busca e apreensão.

Um dos detidos foi um empresário do ramo alimentício, que já havia sido preso em julho deste ano suspeito de envolvimento em crime semelhante. De acordo com a PF, ele continuou atuando em outros processos de licitação para fornecimento de carnes, dessa vez concorrendo com a empresa da própria esposa a qual ele gerenciava, frustrando assim o caráter competitivo do processo.

Foi constatado também que o empresário, como na vez anterior, continuou entregando carnes impróprias para o consumo humano em escolas, hospitais e até restaurantes. A esposa dele foi levada para a delegacia coercitivamente e prestará depoimento.

"A carne era esverdeada e moíam rins e restos de carne para entregar às crianças e pacientes. Vários diretores de escolas foram reclamar e ninguém fazia nada, somente notificava a empresa, mas ninguém a retirava. Durante as investigações na Operação Stigma chegamos a essas irregularidades e começamos investigar o caso", explicou o delegado da PF, Bruno Santos.

Dois ex-presidentes da Comissão de Licitação da prefeitura também foram presos. Conforme a PF, a suspeita é que eles sabiam das ilegalidades e utilizavam da influência que tinham na prefeitura para sustentar o esquema.

Um deles, inclusive, assessorava o açougue do empresário e da mulher dele nos processos de licitação. A previsão da PF é que os suspeitos sejam ouvidos em até 48h.

Busca e apreensão

Os mandados de busca e apreensão aconteceram nas casas dos detidos, no açougue e no escritório de um dos ex-presidentes da Comissão de Licitação. Na residência do empresário foram encontrados uma arma de fogo e um papagaio sem registro.

No açougue dele, a Vigilância Sanitária constatou o armazenamento de carne estragada, fora do freezer.
 

Matéria: G1/RO

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