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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sem acordo, bancários de Rondônia completam 14 dias em greve

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Em Rondônia, 90% dos bancários aderiam à paralisação nacional (Foto: Hosana Morais/G1)

Os bancários de Rondônia completam nesta terça-feira (20) 14 dias em greve. A categoria aderiu ao movimento grevista nacional e reivindica reajuste salarial de R$ 14,8%. De acordo com o presidente do Sindicado dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (Seeb-RO), José Pinheiro, das 130 agências espalhadas pelo estado, 115 seguem fechadas e 90% dos funcionários estão com as atividades paralisadas.

Segundo Pinheiro, a Federação dos Bancos (Fenaban) recusou a proposta dos banqueiros feita na última quinta-feira (15). “Tivemos duas rodadas de negociações em São Paulo na semana passada, mas os banqueiros só querem dar o reajuste de 7%, que é inferior ao que pedimos que é 14,8%. Como não houve acordo, a Fenaban informou aos banqueiros que só nos convoquem quando houver novas propostas”, disse.

O presidente do Seeb-RO informou ainda que a paralisação também traz consequências aos bancários. “Quando retornarmos da greve haverá bastante trabalho acumulado, logo precisaremos de um planejamento para que não prejudique o atendimento nas agências. Para a população, há questões como atrasos de boletos e situações que só podem se resolvidas nas agências”, explanou Pinheiro.

Em Porto Velho todas as 44 agências bancárias da cidade aderiram a greve, que começou no dia 6 de setembro. Na última semana, mais nove agências fecharam no estado por causa paralisação. De 106, o número de agências fechadas passou para 115. O sindicato explicou ainda que 15 agências bancárias do interior do estado continuam atendendo a população, pois, em algumas localidades não há lotéricas para efetuar outros pagamentos.

O Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) informou ao G1 que 15 reclamações já foram protocoladas em Porto Velho, por causa de juros. Segundo o órgão, com os bancos em greve, o consumidor pode registrar o caso e comprovar que houve a tentativa de pagamento, se mantendo respaldado e isento dos juros.

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Em Porto Velho, 44 agências já fecharam por conta da greve, diz sindicato (Foto: Arquivo/G1)

A gerente financeira Sandra Cristina do Nascimento de uma loja de calçados da capital explica que a greve é um transtorno e que é preciso fazer manobras para continuar com os pagamentos aos fornecedores. “A greve não deixa de ser um transtorno, mas conseguimos os serviços de uma cooperativa de crédito, que tem nos atendido. Apesar das agências permanecerem em greve, não estamos deixando de realizar os pagamentos aos fornecedores”, disse a funcionária.

Reivindicações
A categoria havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban, que seria um reajuste de 6,5% sobre os salários, PLR e auxílios refeição, alimentação e creche, além de abono de R$ 3 mil. A segunda proposta contemplava reajuste de 7% no salário, PLR e auxílios refeição, alimentação e creche, mais abono de R$ 3,3 mil, mas também foi rejeitada.

Os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para o bolso de cada bancário. A categoria quer reposição da inflação do período, além de 5% de aumento real, valorização do piso salarial – no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários, mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

A Fenaban disse em nota que “o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa”.

Fonte: G1

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