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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Oposição venezuelana desafia Maduro com protestos em Caracas

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Manifestação contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela - 01/09/2016
Manifestação contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela - 01/09/2016 (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Os venezuelanos tomam as ruas de Caracas nesta quinta-feira em manifestações para reivindicar a realização do referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro ainda neste ano. A coalizão opositora espera que um milhão de pessoas se reúnam para expressar sua revolta com Maduro e a crise econômica profunda da Venezuela.

O movimento, convocado pela aliança de partidos Mesa da Unidade Democrática (MUD), foi apelidado de “Tomada de Caracas” e desde o começo da manhã reúne em seis pontos da cidade centenas de pessoas vestindo branco e carregando bandeiras da Venezuela. “Estamos pressionando para que nos reconheçam e respeitem o direito constitucional de revogar o governo este ano”, disse o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Henry Ramos Allup.

O também secretário-geral do partido Ação Democrática (AD) afirmou que no final da manifestação “serão anunciadas as próximas ações” com as quais a oposição venezuelana pressionará para a ativação do revogatório até dezembro. O processo está tramitando desde abril.

Sobre a denúncia do governo de supostos planos violentos para esta manifestação, Allup reiterou que esta atividade deve “terminar conforme aos previsto, de maneira pacífica, democrática, como uma grande demonstração de resposta cívica e desejo do povo venezuelano de ativar o referendo revogatório”. “Não prevemos, não desejamos, nem queremos outro desenvolvimento que não seja esse”, acrescentou.

Militares e policiais foram colocados em locais estratégicos para acompanhar o protesto. Passando para a ofensiva, os chavistas convocaram uma mobilização também nesta quinta-feira denominada “Tomada da Venezuela” para, segundo seus dirigentes, “defender a revolução”. O presidente Nicolás Maduro acusou a oposição de planejar um “golpe de Estado” e ameaçou mandar para a prisão dirigentes opositores, caso comece a violência: “Berrem, chorem ou gritem, irão presos!”, sentenciou.

Segundo os dirigentes da MUD, as autoridades restringiram o acesso de carros à cidade bloqueando algumas vias com postos de controle policial instalados por agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) nas redondezas. Em resposta a isso, muitas pessoas decidiram descer dos carros e tentar chegar a Caracas à pé, segundo o governo.

A oposição espera que esta manifestação seja histórica e pressione o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a ativar o recolhimento de quatro milhões de assinaturas necessárias para realizar o referendo revogatório. Segundo o instituto Datanálisis, oito em cada dez venezuelanos querem a mudança de governo.

Fonte: VEJA.com

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