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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Estudantes fazem 'saiaço' após aluno ser impedido de entrar na Ufla, em MG

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Estudantes fizeram "saiaço" em protesto por aluno barrado em Lavras (Foto: Reprodução EPTV)
Estudantes fizeram "saiaço" em protesto por aluno barrado em Lavras (Foto: Reprodução EPTV)

Estudantes da Universidade Federal de Lavras (Ufla) fizeram um "saiaço" nesta quinta-feira depois que um aluno foi barrado de entrar de saia na instituição. Vestindo saias e com cartazes, eles pararam o trânsito na entrada da universidade e questionaram a ação de guardas, que barraram o aluno.

Segundo o estudante, ele chegou a ser abordado até por policiais militares, que acharam que era um trote.

"Eu cheguei na universidade e aí um guarda da guarita principal me parou e perguntou se eu iria subir desse jeito. Eu falei que ia e ele disse que iria me barrar lá em cima", disse o estudante Pablo Gabriel Barbosa.

 Indignado com a situação, o estudante de química procurou o pró-reitor, mas, segundo ele, só conseguiu conversar com a psicóloga da universidade acompanhado de um segurança. Ele foi orientado a fazer um boletim de ocorrência, mas não teve acesso ao nome doas guardas para registrar a queixa.

Do portão principal da universidade, os estudantes seguiram para a porta do prédio da reitoria, onde exigiram falar com o reitor.

"Nós estamos aqui hoje porque a gente quer conversar com a reitoria, porque esse tipo de censura em uma universidade federal em pleno século 21 é inaceitável", disse o professor Felipe Fernandes.

O reitor da universidade disse que a ação dos seguranças foi preventiva.

"A pessoa veio fora de um padrão considerado por ele razóavel observando as normas e portanto ele de uma forma extremamente cortês considerou que aquilo ali não era uma vestimenta adequada", disse o reitor José Roberto Scolforo.

Segundo o reitor, a universidade vai trabalhar para que as pessoas que tenham como opção se vestir desta forma possam ser cadastradas.

"Vamos trabalhar um cadastro para que as pessoas que têm essa opção, elas se cadastrem e os vigilantes vão saber então que essas pessoas têm essa forma de se vestir como opção. Aí nós vamos conseguir cumprir a nossa norma do conselho universitário de proteger os estudantes, as famílias, quanto ao trote e ao mesmo tempo respeitar as diversidades que existem dentro da nossa instituição", disse o reitor.

Fonte: Do G1 Sul de Minas

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